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Setor de Nutrição

Nutrição em cirurgia bariátrica

Renata Rodrigues - Nutricionista

A obesidade é definida como o acúmulo de gordura corporal em relação à massa magra. Quando este acúmulo atinge grandes proporções, segundo critérios específicos, é chamado de obesidade mórbida. Para pacientes nesta situação e que não respondem ao tratamento clínico, a cirurgia bariátrica é uma excelente opção terapêutica.

"A cirurgia da obesidade modifica de forma permanente o estômago e/ou o intestino da pessoa, o que traz alterações importantes na sua capacidade de alimentação e na digestão dos alimentos por toda a vida" alerta o Dr. Rodrigo de Pinho, médico cirurgião especialista em cirurgia bariátrica. Assim, o papel do nutricionista torna-se importante no tratamento da obesidade mórbida para que se consiga reeducar o paciente para as mudanças na alimentação que inevitavelmente virão com a cirurgia. Dr. Rodrigo explica que "de acordo com o tipo de cirurgia ela poderá ser restritiva, se houver redução da capacidade do estômago; disabsortiva, se promover uma diminuição da absorção do intestino; ou mista se envolver as duas técnicas".

No pré-operatório, a consulta com o nutricionista visa esclarecer ao paciente como será a evolução de sua dieta após a cirurgia. Nesta fase, são iniciadas as intervenções e mudanças no sentido de prepará-lo para as dificuldades que provavelmente irá enfrentar após a operação.

Mais tarde, no pós-operatório, são avaliados vários aspectos como a evolução da perda de peso, sintomas gastrintestinais, dificuldades em relação às novas escolhas alimentares e exames bioquímicos. Merecem atenção especial a consistência progressiva dos alimentos e a mastigação. Exceto nos casos de deficiência nutricional prévia, é neste momento que se dá início à suplementação de vitaminas e minerais, com o objetivo de prevenir os eventuais déficits nutricionais causados pela redução do consumo alimentar nas cirurgias restritivas e pela diminuição da absorção nas cirurgias disabsortivas.

A manutenção de uma dieta equilibrada em macro e micronutrientes sempre será indicada para pacientes operados. A orientação nutricional envolve não apenas o plano alimentar mas também as informações relativas à seleção dos ingredientes, tipo de preparo, receitas, cozimento e como atingir a consistência ideal para cada fase. Apesar de restrita, a alimentação deve ser prazerosa, diversificada e readaptada ao longo do tempo para fornecer todos os nutrientes necessários. Considerar as preferências alimentares e até mesmo os aspectos culturais de cada paciente é fundamental para a adesão ao tratamento.

Portanto, independentemente da técnica cirúrgica utilizada, deve-se prever um acompanhamento nutricional intensivo para este grupo de pacientes. Com orientação profissional adequada, é possível proporcionar ao paciente um emagrecimento sem desnutrição e sustentável a longo prazo.

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