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Setor de Nutrição

Dificuldade no ganho de massa muscular:
O que considerar?

Marcus Ávila - Nutricionista

Eventualmente, no consultório, sou indagado quanto aos motivos que levam alguns a não obter o físico desejado. Alguns pacientes se queixam por treinar musculação intensamente, utilizar os melhores suplementos do mercado e, ainda assim, não obter o resultado almejado.

Com a prática, consigo identificar que, na maioria da vezes, estas pessoas erram no mais simples: a base alimentar. É comum acharem que já realizam uma alimentação boa, por ser rica em proteínas e turbinada pelos diversos suplementos que “corrigem” toda e qualquer falha que a dieta possa ter. Mas isso é um erro enorme.

Não se trata apenas de calorias. Em tese, para se aumentar a massa muscular realmente seria necessário apenas ingerir mais calorias do que se gasta, mas, muito mais importantes são as fontes das calorias. Não adianta nada consumir 3000 calorias por dia, se essa quantidade toda for à base de alimentos inapropriados e mal distribuídos. Sem contar o uso errado de suplementos. Se a dieta não se basear em qualidade, e não apenas em quantidade, o resultado final será indesejado e haverá ganho de gordura corporal.

Quando se deseja aumentar a massa magra, um treino intenso e bem realizado é fundamental, pois ele fornece o estímulo aos músculos (50%). Já a alimentação balanceada deve responder a este estímulo fornecendo os nutrientes necessários, no tempo e quantidade corretos (outros 50%). Logo, aquela ideia de que o treino responde por 30% e a dieta por 70% é bobagem. Ambos tem importância semelhante no processo e devem estar bem sincronizados para que se obtenha bons resultados.

Outra falha comum é o uso errado e indiscriminado de suplementos. Estes produtos são elaborados para serem utilizados em momentos estratégicos e complementar a alimentação base. Não para substituí-la. Quando utilizados com critério, respeitando quantidades ideais, diluição, mecanismo de ação, e, principalmente os horários, a prática mostra excelentes resultados com seu uso.

Eles se justificam muitas vezes, pela absorção facilitada e rápida de nutrientes, sendo melhores opções para situações de pré e pós-treino que os alimentos in natura, pois, na maioria dos casos, o tempo de digestão dos alimentos é superior ao necessário para fornecer, em tempo hábil, os nutrientes que a recuperação de atividades de força necessitam.

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