Um recente
estudo americano publicado em abril/2010 na revista Archives of
Neurology indica que a alimentação pode ajudar na prevenção do
mal de Alzheimer. Durante quatro anos, os pesquisadores
analisaram a dieta de 2.148 pacientes com mais de 65 anos em
Nova York. Eles informavam periodicamente quais alimentos
consumiam. No começo da pesquisa, nenhum deles apresentava
sintomas de demência. No fim do estudo, 253 haviam desenvolvido
o mal de Alzheimer. Os pesquisadores verificaram que os
pacientes que continuaram saudáveis apresentavam um certo padrão
em sua dieta como o menor consumo de gorduras saturadas (carne
vermelha, vísceras e laticínios gordurosos) e a ingestão frequente de frutas, castanhas, nozes, peixes, tomate, aves,
verduras escuras e azeite para temperar a salada. Uma combinação
de nutrientes, como ômega 3, vitamina B12, vitamina E e ácido
fólico. Segundo os estudiosos a deposição de radicais livres nos
neurônios é evitada com eficácia pelos antioxidantes presentes
no azeite, salmão, nozes e brócolis.
Comentário da especialista
Nut. Alice Carvalhais
Setor de Nutrição do Instituto
Mineiro de Endocrinologia
Independentemente das causas e fatores que levam ao Alzheimer,
já está comprovado que entre duas pessoas, com mesma a faixa
etária, sexo, educação, mas com uma alimentação diferente, o
risco de desenvolver a doença é mais reduzido para quem se
alimenta bem. Embora o estudo não prove uma relação de causa e
efeito entre adotar essa dieta e não desenvolver o Alzheimer,
vale a pena adotar os hábitos alimentares sugeridos pelos
pesquisadores pois eles são muito vantajosos. A combinação de
alimentos proposta para a redução dos riscos do Alzheimer é rica
em nutrientes como ácido fólico, vitamina E, vitamina B12 e
ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 que são antioxidantes e combatem
os radicais livres. Isso significa que que os efeitos desta
dieta vão muito além do que se propôs mostrar especificamente
nesta pesquisa. Já existem várias evidências de que estes
alimentos podem auxiliar também na redução do colesteol, no
funcionamento do intestino, na adequação do peso e ainda
previnir doenças cardíacas, retardar o envelhecimento e evitar a
doença senil.
Ref: Food Combination and Alzheimer Disease Risk -Yiang GU Arch
Neurol. 2010;67(6)