Os adoçantes
artificiais, como a sacarina e o aspartame, não estão associados a um
risco aumentado de desenvolvimento do câncer de estômago, pâncreas e
endométrio. Esta é a conclusão principal de um recente estudo realizado
na Itália envolvendo mais de 3000 pacientes publicado em Agosto de 2009
na revista Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention.
Os autores do estudo avaliaram as probabilidades de desenvolvimento de
câncer, entre os anos de 1991 a 2004, comparando estas chances entre
usuários e não usuários de adoçantes. Este estudo acrescenta evidências
adicionais sobre a ausência de um potencial dos adoçantes artificiais
sobre o risco de desenvolvimento de tumores malignos mais comuns na
população italiana.
Comentário: Segundo a nutricionista Caroline Fernandes,
coordenadora do Setor de Nutrição do Instituto Mineiro de
Endocrinologia, "a demonstração científica da segurança dos adoçantes é
muito positiva para a prática clínica, pois o uso do adoçante como
substituto do açúcar é um recurso nutricional importante no controle do
excesso de peso e do diabetes quando usado de forma adequada.
Entretanto, deve-se lembrar que o uso exagerado de adoçantes não é
saudável pois pode confundir o cérebro na percepção da saciedade
acarretando uma compulsão por doces. Além disso, o consumo aumentado de
alguns produtos dietéticos pode impedir o emagrecimento devido ao
excesso de calorias provenientes de outros nutrientes como gorduras e
proteinas".
Fonte: Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention - 2009 Aug;18(8):2235-8